Kuala Lumpur, 8 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Badawi, pediu hoje, na inauguração da sexta cúpula do D-8 (oito países de maioria islâmica em desenvolvimento), a paralisação do uso de terras para a produção de biocombustíveis, por seu efeito negativo na crise alimentícia mundial.

Badawi recebeu hoje em Kuala Lumpur a Presidência para os dois próximos anos do D-8, integrado por Indonésia, Irã, Malásia, Egito, Nigéria, Paquistão, Turquia e Bangladesh, que até agora estava nas mãos do chefe do Estado indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

O primeiro-ministro da Malásia destacou a crise alimentícia como o maior problema da atualidade, e assegurou que o preço dos alimentos ultrapassou as possibilidades dos pobres, que representam a maioria da população mundial.

Acrescentou que o encarecimento dos alimentos acontece em meio a uma recessão econômica que se estende a todos os países e à escalada dos preços dos combustíveis.

"Temos de pactuar os métodos mais apropriados para produzir ou criar fontes alternativas de energia", precisou.

Além de Abdullah Badawi e Susilo Bambang Yudhoyono, participam da sexta cúpula do D-8, realizada hoje em paralelo à reunião do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados e a Rússia) no Japão, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro do Paquistão, Syed Yousaf Raza Gillani.

As nações do D-8, cujos representantes mantiveram reuniões preliminares durante os últimos dias, estudaram a adoção de um tratado de comércio preferencial, a promoção das energias renováveis e a adoção de políticas para a erradicação da pobreza.

O D-8 foi fundado em 1997 para promover a cooperação e o desenvolvimento econômico, especialmente em agricultura, indústria, energia e comércio. EFE snr/mh

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