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Cúpula UE-América Latina dominada pela crise alimentar e livre comércio

Europeus e latino-americanos se reuniram esta semana em Lima em uma reunião de cúpula na qual deixaram claras as divergências a respeito da crise alimentar, o que também evidenciou a dificuldade de avanços para o livre comércio.

AFP |

A reunião havia sido convocada para tratar de dois temas fundamentais: a mudança climática e a desigualdade social.

A Europa vê a América Latina como um protagonista de primeira ordem no tema climático ao considerar a Amazônia como a grande reserva ecológica do mundo. Quanto à desigualdade, é pertinente porque a América Latina, que registrou níveis espetaculares de crescimento nos últimos anos, é o continente mais desigual do mundo.

Como um derivado importante, principalmente para o Brasil, o tema dos biocombustíveis também foi longamente debatido.

Os combustíveis alternativos foram vistos por anos como um paliativo para o aquecimento global, mas nos últimos meses muitos críticos levantaram a voz para debater os efeitos que eles teriam na produção de alimentos.

Essa preocupação aumentou na medida em que os mercados mundiais elevaram os preços dos alimentos, como o arroz e a soja.

O Brasil, segundo produtor mundial de biocombustíveis - a base de cana-de-açúcar - defende esta política, que ainda gera preocupação na Europa e até mesmo em países da América Latina, como Venezuela e Bolívia.

Em um tom conciliador, o presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero, assinalou que não está comprovado que a origem da alta dos preços sejam os biocombustíveis, mas de qualquer forma o debate ficou marcado pelas diferentes visões expostas.

Nos acordos econômicos, os únicos progressos ocorreram na Comunidade Andida - Peru, Colômbia, Bolívia e Equador -, rumo a um Tratado de Livre Comércio com a Europa, mas mesmo assim com restrições impostas pelos dois últimos países.

Por outro lado, as reuniões com o Mercosul serviram apenas para manter certa dinâmica política.

Com Hugo Chávez agindo de forma discreta, o boliviano Evo Morales foi quem assumiu o palanque das esquerdas mais radicais do continente, se queixando de censura nos discursos.

"Esperava-se uma reunião marcada por desacordos espetaculares ou ausência total de resultados, e nenhum desses extremos aconteceu", disse à AFP Aldo Panfichi, professor de ciências políticas da Universidade Católica de Lima.

"A Cúpula teve um êxito relativo já que a Europa e a América Latina compartilham o mesmo temor diante de preocupações comuns", assinalou o especialista.

jlv-gib-pz/fb/fp

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