Cúpula Regional Antidrogas será institucionalizada na América Latina

Cartagena (Colômbia), 1º ago (EFE).- Os países latino-americanos e caribenhos institucionalizaram a Cúpula Regional Antidrogas, que ocorreu hoje em Cartagena com a participação de seis presidentes da região.

EFE |

Os governantes presentes firmaram um acordo que coloca México, República Dominicana e Colômbia como uma trinca que porá em atividade essa nova ferramenta de integração.

O compromisso de trabalhar na formação deste mecanismo surgiu de uma iniciativa do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que previamente propôs a criação de um "órgão executivo, sem burocracia".

Essa proposta foi feita por Uribe na Cúpula Regional Ampliada sobre o Problema Mundial das Drogas, Segurança e Cooperação, reunião de menos de um dia que foi preparada desde quarta-feira passada por delegações de 24 países da Grande Bacia do Caribe.

O governante colombiano justificou a formação da trinca por a República Dominicana ter recebido em março de 2007 a primeira reunião desta natureza e a Colômbia a segunda, enquanto que o México se ofereceu para organizar a terceira, no próximo ano, o que foi aceito.

A institucionalização da Cúpula Regional Antidrogas se uniu às tarefas traçadas pelas delegações dos países na Declaração de Cartagena, adotada hoje junto a um plano de ação.

No primeiro documento, todas elas assumiram o compromisso de criar ou fortalecer observatórios nacionais de drogas em conjunto com o Observatório Interamericano de Drogas e "outras instâncias de cooperação bilateral ou multilateral que facilitem a participação dos Estados interessados".

O propósito destes centros nacionais é "desenvolver sistemas de informação e estatísticas que apóiem a tomada de decisões e definição de políticas nacionais para enfrentar o problema mundial das drogas e seus delitos conexos", segundo a declaração.

A primeira minuta desta declaração foi elaborada no final de junho passado em Bogotá, durante um encontro de representantes de 15 países da região.

O documento aprovado reivindica a cooperação e a responsabilidade compartilhada e foi acompanhado por um plano de ação que pretende reduzir a demanda, da oferta de drogas e dos delitos correlacionados ou conexos.

O fomento a integração e cooperação para o desenvolvimento alternativo também ficaram registrados neste programa de trabalho, que abordou uma das maiores preocupações de todos os países, que é o crescimento do consumo interno de drogas.

O presidente dominicano, Leonel Fernández, propôs a criação, como fonte de recursos econômicos, de "um fundo multinacional com o fim exclusivo de melhorar as capacidades na luta contra o narcotráfico" e que tenha alcance, inclusive, sobre a prevenção do consumo.

Os países mais ricos devem fornecer os maiores recursos, pediu Fernández ao aludir às capacidades dos integrantes da Cúpula Regional Ampliada.

Esta cúpula é formada por Antígua e Barbuda, Barbados, Belize, Dominica, Bahamas, Costa Rica, Cuba, Granada, Jamaica, Nicarágua, Venezuela, Guiana, Haiti, Saint Kitts, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, El Salvador, Guatemala, Honduras, República Dominicana, México e Colômbia.

Segundo Fernández, sua administração pode ser assumida pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pela Organização das Nações Unidas (ONU) ou outro organismo internacional, ou entidades multilaterais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

EFE jgh/bm/rr

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