Cúpula na Costa Rica dominada por crises de Honduras e Venezuela-Colômbia

Os presidentes de Colômbia, México e de países da América Central estão reunidos nesta quarta-feira na Costa Rica para estudar uma saída para a crise de Honduras, numa cúpula também marcada pelo conflito entre Bogotá e Caracas.

AFP |

A tensão em Honduras pelo golpe que derrubou no dia 28 de junho o presidente Manuel Zelaya domina a agenda da XI reunião do grupo de Tuxtla, realizada num complexo turístico da província de Guanacaste, 270 km ao norte de San José.

Na abertura do encontro, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, conclamou o governo de fato de Roberto Micheletti a aceitar a recondução de Manuel Zelaya, sob pena de expor-se ao "ostracismo absoluto".

"Ou reverte o caminho feito, anulando determinados atos (...) ou enfrenta o ostracismo absoluto", advertiu Arias, mediador no conflito e Prêmio Nobel da Paz 1987.

Arias pediu aos dois lados que aceitem o "Acordo de San José", que passa pelo recondução de Zelaya, por sua desistência de reformar a Carta Magna, por anistia e a antecipação em um mês das eleições previstas para 29 de novembro.

Enquanto isto, Zelaya permanece na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras, junto a seus seguidores.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, assiste à cúpula de Tuxtla onde também está sendo debatida a crise entre Colômbia e Venezuela; o presidente Hugo Chávez decidiu "congelar" as relações diplomáticas e as importações da Colômbia, porque Bogotá acusou seu governo de facilitar armas para a guerrilha das Farc.

O encontro de Tuxtla conta, além de Arias, com os presidentes Alvaro Uribe (Colômbia), Felipe Calderón (México), Alvaro Colom (Guatemala), Mauricio Funes (El Salvador) e Ricardo Martinelli (Panamá). O nicaraguense Daniel Ortega, que critica a mediação do colega costarriquenho, rejeitou o convite.

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