Cúpula ministerial UE-Brasil discutirá Haiti, Honduras e mudança climática

Os chefes da diplomacia do Brasil e da União Europeia se reunirão nesta segunda-feira para preparar a cúpula dos 27 e da América Latina em maio próximo e em sua agenda de trabalho estão discussões sobre o Haiti, Honduras e a mudança climática.

AFP |

Catherine Ashton e Celso Amorim, assim como o ministro espanhol para os Assuntos Exteriores, se reunirão por ocasião que se completa um mês do terremoto que devastou o Haiti e deixou mais de um milhão de pessoas sem teto.

"A reconstrução do Haiti é um assunto muito importante para europeus e brasileiros, mas, como tudo é muito recente, é preciso uma análise profunda para coordenar melhor a ajuda internacional, assunto que será debatido na cúpula ministerial", informaram à AFP fontes diplomáticas, em Bruxelas.

A UE se mostrou esta semana disposta a lançar uma operação de assistência militar para proporcionar abrigos aos flagelados do Haiti e o Brasil estuda mobilizar até 2.600 efetivos para colaborar nas tarefas de reconstrução.

O encontro realizado em Madri, já que a Espanha ocupa a presidência semestral da UE, está destinado a reforçar o diálogo político entre Bruxelas e Brasília, que em 2007 lançaram sua Associação Estratégica.

A agenda do dia prevê, além disso, uma revisão da situação política em Honduras, depois da recente posse do presidente Porfirio Lobo, à qual o Brasil não enviou nenhum funcionário e na qual a UE esteve representada apenas por um encarregado de negócios.

Ativos na luta contra a mudança climática, a UE e o Brasil explorarão, por outro lado, uma maneira de impulsionar politicamente as negociações internacionais do tema, depois da declaração de intenções obtida pela ONU na conferência de dezembro em Copenhague.

As duas partes querem chegar à próxima cúpula, no México com um compromisso mais substancial.

Ashton, Amorim e Moratinos também estudarão a possibilidade de retomar as negociações para concluir um Acordo de Associação entre a UE e o Mercosul, apesar de não serem esperados avanços neste sentido.

A presidência espanhola dos 27 fixou como objetivo reativar as tentativas suspensas desde 2004, na esperança de selar o acordo durante este semestre, mas fontes diplomáticas em Bruxelas reconhecem que ainda existem muitos obstáculos no caminho.

A UE e a América Latina celebrarão em meados de maio uma cúpula na capital espanhola, cujo programa também será abordado na reunião ministerial de segunda.

app/cn

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