Cúpula Ibero-americana abre com apelo para que região se una contra crise

San Salvador, 29 out (EFE).- O responsável pela Secretaria-Geral Ibero-americana (Segib), Enrique Iglesias, abriu a cúpula de San Salvador com um chamado aos países da região para que trabalhem conjuntamente para enfrentar a grave crise financeira internacional.

EFE |

"Este encontro não pode ficar sem dar respostas à altura da magnitude do problema", afirmou Iglesias na cerimônia de abertura da Cúpula Ibero-americana, da qual participam representantes e chefes de Estado e de Governo de 22 países.

Iglesias afirmou que esta é "uma crise grave, inédita, que supera em complexidade à da década de 30".

Porém, lançou uma mensagem de confiança e disse que a América Latina "está melhor preparada do que nunca" para fazer frente às turbulências dos mercados.

O secretário ibero-americano também declarou que a crise atual é produto de fatores como uma "globalização financeira desordenada", e se referiu a ela como uma espécie de "profecia auto-cumprida", já que, nos países ricos onde as turbulências começaram, especialistas já haviam alertado para a necessidade de os mercados serem mais controlados.

Iglesias lembrou que a derrubada das Bolsas de Valores no mundo "afeta o consumo e deprime o ritmo do crescimento".

Ao insistir que hoje a América Latina "está muito mais preparada" para crises semelhantes, baseou esse otimismo no fato de os países da região terem "suas economias abertas, com superávits em conta corrente e sistemas bancários saneados".

Porém, admitiu que os países da região não estão livres de riscos.

"Aí estão o aumento dos preços das matérias-primas e a queda do turismo e das remessas", lembrou.

Segundo Iglesias, região ibero-americana tem um papel fundamental a desempenhar na "reconstrução da arquitetura financeira mundial", que não pode ser feita apenas "sob os esquemas de Bretton Woods".

Em mensagem aos países mais desenvolvidos, também afirmou: "Que se termine de aprovar de uma vez por todas a Rodada de Doha, hoje mais necessária do que nunca, e que se ponha um freio no protecionismo dos países centrais". EFE ed/sc

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