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Cúpula dos Povos condena neoliberalismo e multinacionais em seu encerramento

A Cúpula dos Povos, fórum alternativo à reunião de governantes da América Latina, do Caribe e da Europa que acontece em Lima, encerrou nesta sexta-feira seu encontro com duras críticas ao neoliberalismo e às empresas multinacionais.

AFP |

A Cúpula dos Povos se reuniu durante quatro dias na Universidade Nacional de Engenharia, na capital peruana, e submeteu a um julgamento simbólico 24 empresas multinacionais acusadas de atentar contra a saúde e o meio ambiente.

Os participantes da Cúpula inauguraram sua última sessão na manhã desta sexta-feira, na qual aprovaram com aplausos a declaração final do encontro e o veredito do tribunal que julgou as multinacionais.

Os membros do fórum, representantes de movimentos políticos, sociais e camponeses, atacaram os acordos de associação da União Européia, considerando que estes "escondem" propostas da mesma forma como ocorre com os tratados de livre comércio com os Estados Unidos.

"A estratégia da União Européia supõe o aprofundamento das políticas de competitividade e crescimento econômico que buscam implementar a agenda de suas multinacionais e a contínua aplicação das políticas neoliberais, incompatíveis com o discurso sobre as mudanças climáticas, a redução da pobreza e a coesão social", afirma o texto da declaração.

Também houve críticas aos países que não garantem a proteção do meio ambiente e a saúde da população.

Além disso, a assembléia aprovou o veredito de "condenação ética e moral" para as multinacionais julgadas, que será entregue às próprias companhias, à Comissão Européia, aos presidentes e chefes de governo que participaram da Cúpula de Lima e aos demandantes.

O veredito foi emitido pelo tribunal dos povos, uma instância simbólica criada há 30 anos para protestar contra a guerra do Vietnã.

"Queremos uma mudança do sistema econômico para um mais justo e equitativo", afirmou Miguel Palacín, coordenador do encontro.

nn/ap/LR

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