Cúpula dos países do sul da Ásia termina com compromisso de cooperação

Nova Délhi, 3 ago (EFE).- A 15ª Cúpula da Associação para a Cooperação Regional no Sul da Ásia (Saarc, em inglês) terminou hoje em Colombo, capital do Sri Lanka, com a assinatura de uma convenção de cooperação em matéria criminal, e com acordos que garantam a segurança alimentar e energética da região.

EFE |

Segundo um comunicado do Governo cingalês, os membros da Saarc assinaram a Convenção de Mútua Assistência Legal em Assuntos Criminais com o objetivo de facilitar a troca de informação em matéria antiterrorista e crime organizado, apresentada junto com a declaração conjunta de encerramento da cúpula.

"Está claro o reconhecimento de que o terrorismo se transformou em uma grande ameaça no mundo, inclusive em nossa região. O sul da Ásia não pode progredir se não houver estabilidade e segurança", disse o presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, em seu discurso de encerramento.

Sobre a segurança energética, os países da Saarc (formada por Paquistão, Afeganistão, Índia, Nepal, Butão, Sri Lanka, Bangladesh e Maldivas) acertaram detalhes para o desenvolvimento e conservação das fontes de energia, com especial interesse nas energias renováveis.

Os chefes de Estado e de Governo dos países da Saarc decidiram impulsionar a região como "celeiro do mundo" através de uma série de projetos de colaboração, que não foram especificados.

Além disso, a Saarc combinou que o Banco de Alimentos do bloco, encarregado do armazenamento de comida em situações de escassez, deve começar suas operações imediatamente.

Além disso, segundo Rajapaksa, os membros da Saarc manifestaram por unanimidade a aplicação integral do Tratado de Livre-Comércio do Sul da Ásia (Safta, em inglês), que tem o objetivo de eliminar as tarifas para aumentar o comércio regional.

Durante a cúpula, o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, teve uma reunião bilateral com o premiê indiano, Manmohan Singh, assim como com o presidente afegão, Hamid Karzai.

Os encontros aconteceram em um momento de instabilidade na maioria dos países da região e de tensão nas relações entre Índia e Afeganistão com Paquistão.

A Índia acusou os serviços de inteligência paquistaneses de terem organizado o atentado à Embaixada da Índia em Cabul, em 7 de julho, que deixou 58 mortos.

Além disso, Karzai rechaçou insistentemente a política antiterrorista do Governo paquistanês, que aposta em negociar com os fundamentalistas que decidirem renunciar às armas, além de os dois Executivos terem protagonizado trocas de acusações nos últimos meses. EFE mb/wr/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG