Cúpula do G20 acontece em meio à pouca atenção da imprensa dos EUA

Washington, 15 nov (EFE).- A imprensa dos Estados Unidos presta hoje pouca atenção à Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), realizada em Washington para abordar as causas e possíveis soluções da atual crise financeira global.

EFE |

As principais redes de televisão quase não retransmitiram imagens da reunião e preferem destacar em seus noticiários a possibilidade de que a senadora Hillary Clinton receba uma oferta para fazer parte do Gabinete do presidente eleito, Barack Obama.

O jornal "The New York Times" não inclui nenhuma informação sobre a cúpula em sua primeira página, assim como o "Los Angeles Times", mais preocupado com os graves incêndios nos arredores de Los Angeles.

O jornal "The Washington Post", embora para destacar mais a importância dos países emergentes no desempenho da economia global que para tratar sobre a reunião em si.

O diário "USA Today" também publica em sua primeira página uma informação prévia na qual ressalta que uma das personalidades-chave para resolver a crise, Obama, em sua condição de futuro presidente dos Estados Unidos, não participa da reunião.

A cobertura informativa americana contrasta com a da imprensa européia, que credenciou centenas de jornalistas para a reunião e que deram grande destaque à cúpula, que alguns deles compararam com a de Bretton Woods, que permitiu a criação de instituições financeiras internacionais em 1944.

A reunião, que terminará às 15h (18h de Brasília) com um comunicado lido pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, como anfitrião do evento, tem a participação dos países mais desenvolvidos e as principais economias emergentes. EFE mv/an

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