Cúpula de Washington propõe plano de trabalho contra ameaça nuclear

Washington, 13 abr (EFE).- A Cúpula sobre Segurança Nuclear que terminou hoje em Washington propôs um plano de trabalho com ações unilaterais e internacionais para cumprir com seu objetivo fundamental de resguardar materiais atômicos em um prazo de quatro anos.

EFE |

O plano constitui um "compromisso político" dos 47 países participantes da cúpula, entre eles o Brasil, para iniciar de forma voluntária e com apego às leis nacionais e internacionais, as medidas relacionadas ao armazenamento, uso, transporte e eliminação de materiais nucleares.

A iniciativa também prevê que os países tomem medidas para evitar que os atores não estatais obtenham informações necessárias para utilizar esses materiais com fins "malévolos".

Na declaração final da cúpula, os países signatários se comprometeram a levar adiante uma série de medidas para cumprir os compromissos do encontro dirigidos à segurança atômica e a reduzir a ameaça do terrorismo nuclear.

Assim, os países se comprometem a ratificar e aplicar os tratados sobre segurança atômica e terrorismo nuclear, além de cooperar por meio das Nações Unidas para iniciar as resoluções do Conselho de Segurança.

Para isso, contam com a cooperação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para atualizar e implantar as medidas para a segurança nuclear.

Além disso, as nações que adotaram a declaração aceitaram rever os requisitos nacionais e legais em relação à segurança nuclear e contra o tráfico de materiais atômicos.

Os países também querem incentivar a conversão de urânio altamente enriquecido em materiais que não possam ser utilizados para fabricar armas, assim como a pesquisa de novos combustíveis nucleares, métodos de detecção e técnicas legistas.

Da mesma forma, incentivarão o desenvolvimento de "culturas corporativas e institucionais" que deem prioridade à segurança nuclear, além de programas de educação e capacitação para assegurar que países e instalações tenham os recursos humanos necessários para proteger seus materiais atômicos.

Outra das medidas será a realização de exercícios conjuntos entre funcionários de alfândegas e autoridades policiais para melhorar os mecanismos de detecção de armas nucleares. EFE mp/bba

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