Cúpula da UPM aprova seis projetos de cooperação

Paris, 13 jul (EFE).- A Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM) aprovou hoje seis projetos de cooperação que pretendem ser úteis para os cidadãos e que agora precisam encontrar financiamento, especialmente de fundos privados.

EFE |

A concretização destes projetos, segundo a declaração final da cúpula, terá que ser feita levando em conta seu potencial para promover um desenvolvimento "equilibrado e sustentável" e para contribuir com a integração e a coesão da região mediterrânea.

Em coletiva de imprensa, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, destacou que os 43 países participantes da UPM coincidiram em "uma vontade de se reunir em torno de projetos concretos", e esclareceu dúvidas sobre seu financiamento.

"Não acredito que seja o dinheiro o que falta, mas a paz, a segurança", declarou Sarzkozy, que acrescentou que se buscará "associação com empresas".

Nessa mesma linha, o outro co-presidente da UPM, o chefe de Estado egípcio, Hosni Mubarak, disse que "não há problema de financiamento (...) o que falta é confiança", e se mostrou convencido de que "a estabilidade trará os investimentos necessários".

Os seis projetos aprovados são: - A descontaminação do Mediterrâneo: é o projeto principal e parte do princípio de que a situação meio ambiental do mar "sofreu graves alterações nestes últimos tempos".

Até 2020, o que se pretende é trabalhar em zonas litorâneas e zonas marinhas protegidas, em particular no tratamento da água e dos resíduos, com a idéia de que isso será muito benéfico para as condições de vida e de subsistência das povoações locais.

- As estradas do mar: a idéia é criar linhas marítimas regulares para o transporte de mercadorias entre os principais portos, que deverá ser complementada com estradas terrestres na linha litorânea do sul do Mediterrâneo e com a modernização do sistema ferroviário que atravessa o Magrebe.

De acordo com a declaração final, toda esta rede de vias "permitirá aumentar o fluxo e a liberdade de circulação das pessoas".

- Um plano solar mediterrâneo: é talvez o mais ambicioso em termos econômicos, e procura responder a uma crescente demanda energética nos países da margem sul, mas sob critérios de desenvolvimento sustentável, ou seja, recorrendo a uma das energias renováveis mais promissoras na região.

Será o secretariado, que deverá sair da reunião dos ministros de Assuntos Exteriores convocada para novembro em Marselha, o encarregado de determinar o alcance deste plano, embora inicialmente se fale de 25 usinas solares.

- Um programa comum de proteção civil: como o Mediterrâneo é uma área em que os efeitos da mudança climática são já evidentes e é uma região particularmente vulnerável às catástrofes, os líderes dos países da UPM decidiram por uma postura comum para lidar com o tema.

Com essa postura, se tentará a "prevenção de catástrofes, a preparação e a reação perante estas", com uma associação mais estreita ao mecanismo de proteção civil da UE.

- Uma universidade euro-mediterrânea: com sede na Eslovênia, contribuirá para a cooperação no ensino superior e a pesquisa, e terá um dispositivo de troca de estudantes.

- A iniciativa mediterrânea de desenvolvimento das empresas: consiste em um mecanismo de ajuda às entidades que fornecem microcréditos a pequenas e médias empresas.

Uma iniciativa em que os países contribuirão "sobre uma base voluntária" e que será inspirada no princípio de compartilhar responsabilidades, e de completar a ação dos organismos que já trabalham neste assunto. EFE ac/rr

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