Cúpula da União Africana abre com homenagem a vítimas do Haiti

A 14ª cúpula da União Africana (UA) abriu neste domingo em Adis Abeba com uma homenagem às vítimas do terremoto que, em 12 de janeiro, devastou o Haiti, causando até o momento 170.000 mortos.

AFP |

"O que aconteceu no Haiti é uma tragédia que transcende fronteiras. A África, terra de origem dessas populações haitianas atingidas, está muito envolvida com isso", declarou o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, em seu discurso de abertura.

Ping enfatizou a dívida da África para com o Haiti, a "primeira República negra do mundo em 1804, que levou o estandarte da emancipação do povo negro e pagou um alto preço por isso ".

Ele acrescentou que a UA e os Estados membros devem analisar a "proposta apresentada pelo presidente do Senegal, Abdulaye Wade, para ver em que condições se pode contemplar o regresso à África dos haitianos que o desejarem".

A cúpula da UA deve centrar-se na sucessão do controvertido dirigente líbio Muamar Kadhafi como presidente da organização.

Também participam no encontro o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, cujo país preside este semestre a União Europeia (UE), e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Os chefes de Estado e de Governo dos 53 países membros da UA também observaram um minuto de silencio pelas 90 vítimas do acidente com o avião da Ethiopian Airlines, que caiu no litoral do Líbano no dia 25.

eg-fal/acc/erl

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