Cúpula da Unasul não chega a acordo sobre bases militares dos EUA na Colômbia

Quito, 10 ago (EFE).- A Declaração de Quito, assinada hoje pelos presidentes e representantes dos 12 países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), encoraja o fortalecimento da integração regional, mas não aborda o acordo militar negociado entre a Colômbia e os Estados Unidos.

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Apesar de ter dominado os debates e discursos da cúpula de hoje e a reunião de chanceleres de ontem, o acordo para que militares americanos possam usar até sete bases na Colômbia não foi abordado no documento final, pela impossibilidade de se alcançar um consenso sobre o tema.

Por isso, os líderes sul-americanos convocaram para o dia 24 de agosto uma reunião especial dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa, em Quito, para tratar o assunto e estudam a possibilidade de uma cúpula extraordinária em Buenos Aires.

Frente aos desacordos e às diferenças, a Declaração Presidencial de Quito engloba a "agenda positiva" da região, sobretudo as ações que buscam aprofundar a integração e os avanços em matéria energética e de saúde pública.

Em matéria de saúde, a Declaração determina o conceito da "supremacia da saúde pública sobre os interesses econômicos e comerciais" e adverte que a medicina será considerada um bem público em casos de pandemias, como o da gripe A, que afeta vários continentes.

Além disso, a Declaração de Quito ordena os ministros de Economia a concluírem em breve os estudos que permitiriam avançar na constituição regional do Banco do Sul, a construção de um fundo de reserva comum e a possível aplicação de um sistema de pagamentos e compensação regional.

Também aborda a criação da "cidadania sul-americana", baseada em um enfoque "integral e compreensivo" ao fenômeno da migração.

A Unasul também se propôs a avançar na criação de um Conselho Sul-Americano de Direitos Humanos e respaldou a decisão da Venezuela de organizar um encontro, neste ano, de organismos eleitorais da região.

A Declaração de Quito foi assinada depois que a líder de Estado do Chile, Michelle Bachelet, entregou a Presidência pro-tempore da Unasul ao governante equatoriano, Rafael Correa. EFE fa/pd

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