Quito, 10 ago (EFE).- A governante do Chile, Michelle Bachelet, inaugurou hoje, em Quito, a 3ª Reunião Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), na qual passou a Presidência do órgão ao Equador.

Na reunião, da qual participa a maioria dos presidentes da Unasul, Bachelet disse que, ao se iniciar a comemoração do bicentenário de independência do Equador, é um momento para "refletir sobre o andamento da integração regional".

A reunião acontece no complexo religioso de Santo Agostinho, no centro histórico de Quito, onde foi assinada a ata de independência, em 1809.

Na reunião, Bachelet voltou a condenar os golpes de Estado e destacou a atuação da Unasul nas ações para superar a recente crise política na Bolívia, assim como os pronunciamentos sobre o caso de Honduras, quando Manuel Zelaya foi deposto, e reiterou a necessidade deste ser restituído no cargo.

Zelaya, a quem o Governo do Equador reconhece como o único presidente de Honduras, se uniu à reunião da Unasul assim que Bachelet terminou seu discurso.

Bachelet realizou uma apuração das conquistas no primeiro ano de funcionamento da Unasul, a cargo do Chile, como a integração do conselho de saúde sul-americano, que se reuniu no fim de semana passado, em Quito, para tratar, entre outros temas, os mecanismos para enfrentar a pandemia da nova gripe.

Lembrou que também foi criado o conselho de defesa sul-americano, que pretende gerar uma zona de paz, e o conselho de estrutura e planejamento, o de desenvolvimento social e o de luta contra o narcotráfico.

A presidente chilena destacou avanços de grupos de trabalho sobre integração energética e de investimentos, entre outros.

Bachelet disse que seu balanço é "substantivo", mas esclareceu que ainda há "enormes desafios" para a região, especialmente no âmbito político, para conseguir a consolidação da democracia. EFE sm/an

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