Cúpula da ONU luta por acordo para conter mudança climática

POZNAN - A cúpula da ONU sobre a mudança climática termina nesta sexta-feira após duas semanas de intermináveis negociações, enquanto os ministros dos países presentes lutam por um acordo de última hora para conter o aquecimento global e os ecologistas avisam que o atraso mata.

EFE |

O pessimismo tomou conta da cúpula sobre o Clima de Poznan (Polônia), pelo menos entre as ONGs, que vêem como o último dia da reunião meio ambiental mais importante deste ano chega sem avanços significativos e com muitos deveres a ser feitos.

"O atraso mata", diz um muro de gelo posto pela ONG Oxfam às portas da sede da conferência, com o qual se lembra aos presentes que o planeta necessita de um acordo urgente que supere o Protocolo de Kioto.

Essa não é a única estrutura deste tipo levantada pelos ecologistas durante este evento, embora a fria Polônia já não seja o que era, e o aumento das temperaturas seja palpável no inverno polonês, sem neve e com temperaturas acima de zero graus, que em breve acabarão com esta mensagem congelada.

"Os ministros do mundo estão aqui, é o dia final, têm a oportunidade de mostrar seu compromisso político que torne possível um acordo em Copenhague", explicou à Efe o diretor-executivo da ONG, Barry Coates, que não esconde sua "grande decepção", especialmente com os países desenvolvidos, que não apresentaram as propostas necessárias para que a reunião seja um sucesso.

Para o porta-voz da Oxfam na conferência, Phil Bloomer, é necessário alcançar metas mais ambiciosas de redução de emissões obrigatórias para os países desenvolvidos, "historicamente responsáveis da mudança climática e com capacidade para atuar", como a via para que as nações pobres aceitem também sua parcela de esforço.

"Os governos perderam tempo durante os últimos anos e agora têm que adotar uma decisão muito rápida e muito séria para garantir um bom resultado dentro de um ano em Copenhague", disse o responsável de políticas climáticas da organização ambientalista WWF Internacional, Martin Hiller.

No entanto, Hiller deixou uma porta aberta ao otimismo e reconheceu sua esperança de que, ainda hoje, "se possam adotar algumas decisões importantes, uma delas a de fechar um procedimento de fundos de adaptação que funcione".

Para as ONGs, é fundamental que os países ricos destinem fundos para que os mais pobres possam custear sua adaptação aos devastadores efeitos da mudança climática, um processo que segundo a Oxfam, terá um custo anual de US$ 50 bilhões.

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