Cúpula da ONU angaria US$ 16 bi para combater fome e pobreza

Nações Unidas, 25 set (EFE) - A cúpula organizada pela ONU para avaliar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) conseguiu arrecadar US$ 16 bilhões para a luta contra a pobreza e a fome, disse hoje o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

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"Acho que todos concordam que este resultado supera as expectativas mais otimistas que tínhamos", disse o diplomata em entrevista coletiva.

Ban afirmou que este número poderia aumentar após o término da apuração dos compromissos anunciados ao longo do dia por Governos, fundações e empresas privadas.

"Esta mostra de solidariedade global é ainda mais notável caso se leve em conta que ela acontece com uma crise financeira de fundo", destacou.

O secretário-geral compareceu diante da imprensa acompanhado pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o co-fundador da Microsoft e filantropo, Bill Gates.

Mais de uma centena de chefes de Estado e de Governo, executivos de grandes empresas, diretores de fundações privadas e ativistas, como o cantor Bono Vox, participaram da reunião convocada por Ban.

"Esta é a coalizão mais ampla que se reuniu para lutar por um mesmo objetivo, que é a luta contra a fome e a pobreza", afirmou Brown.

O primeiro-ministro britânico considerou que os US$ 16 bilhões em novos compromissos para o desenvolvimento anunciados hoje são uma mostra da urgência de se cumprir as promessas com os países emergentes.

"É uma demonstração que, apesar dos desafios econômicos que enfrentamos, devemos fazer mais e não menos", ressaltou.

A ONU afirmou foram conseguidas contribuições para as oito metas que constituem os ODM, que foram adotados há oito anos pela comunidade internacional na Declaração do Milênio.

Entre as principais doações anunciadas estão os US$ 4,5 bilhões para conseguir universalizar a educação básica de qualidade fornecidos por uma coalizão de fundações, organismos financeiros multilaterais e um grupo de países.

Também foi apresentado um plano global de luta contra a malária, financiado com US$ 3 bilhões que serão destinados à distribuição de mosquiteiros com inseticida, à assistência sanitária aos doentes e à pesquisa na busca de uma vacina para uma doença que mata uma criança a cada 30 segundos. EFE jju/rb/db

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