Cúpula asiática analisa questão nuclear norte-coreana e crise

Moscou, 16 jun (EFE).- O conflito do Afeganistão, o problema nuclear norte-coreano e o impacto da crise econômica global foram os assuntos incluídos na declaração política aprovada hoje pela Organização de Cooperação de Xangai (SCO, em inglês).

EFE |

A aliança regional, formada por Rússia, China, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão, realizou na cidade russa de Ecaterimburgo, nos Urais, uma cúpula à qual participaram como observadores os líderes de Irã, Afeganistão, Paquistão e Índia.

Os presidentes dos países participantes assinaram a chamada Declaração de Ecaterimburgo, uma convenção contra o terrorismo e um acordo que estabelece as medidas político-diplomáticas e mecanismos de resposta da SCO a situações de crise em sua área de atuação.

A declaração política comum expressa a "grave preocupação com a situação no Afeganistão devido às ameaças geradas pelo terrorismo, pelo tráfico de drogas e pelo crime organizado além da fronteira".

A organização considera necessária uma maior cooperação internacional e regional para criar, em torno do Afeganistão, "cinturões de segurança antidrogas e financeiros" para combater o narcotráfico.

Em relação à Coreia do Norte, que desafiou o mundo com os últimos testes nucleares e de mísseis, a SCO alertou para o risco da proliferação das armas atômicas, mas pediu às partes "moderação" e defendeu a retomada do processo de diálogo para a desnuclearização da península coreana.

Quanto à economia, a declaração afirma que a crise atual prova a necessidade de "maior controle e gestão das finanças" e de esforços conjuntos para preservar a estabilidade e instaurar um sistema financeiro mundial mais justo.

Nesse sentido, o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o mundo precisa de novas divisas de reserva para estabilizar o sistema financeiro global e evitar novas crises.

"As atuais divisas de reserva, acima de tudo a principal delas, o dólar, não cumpriram suas funções", disse o presidente em entrevista após a cúpula. EFE si/db

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