Cúpula árabe rejeita ordem de prisão contra sudanês Bashir

Por Andrew Hammond DOHA (Reuters) - Uma cúpula árabe manifestou na segunda-feira apoio ao presidente sudanês, Omar Hassan Al Bashir, contra o mandado internacional de prisão emitido contra ele por causa de supostos crimes de guerra na região de Darfur.

Reuters |

"Reiteramos nossa solidariedade com o Sudão e nossa rejeição à medida do ... Tribunal Penal Internacional contra sua excelência (Bashir)", disse a declaração final da cúpula de Doha, no Catar.

Bashir agradeceu aos colegas e disse que a ordem de prisão visa a atingir "a unidade nacional do Sudão". Ele também prometeu empenho para resolver os problemas do seu país. "Tentaremos de tudo o que pudermos para realizar a paz no Sudão", declarou.

Bashir pode ser preso sempre que deixa o Sudão, mas nas semanas desde que o mandado de prisão foi expedido ele já esteve no Egito, na Eritreia e na Líbia, além do Catar.

Depois da morte de Saddam Hussein, a perseguição da justiça internacional contra o dirigente sudanês pode criar mais um motivo de preocupação para outros líderes árabes acusados de repressão e violações de direitos humanos.

O Catar, grande produtor de gás, apontou a cúpula como uma chance de reconciliação entre os Estados árabes a respeito de uma série de conflitos regionais vinculados ao Irã, uma potência não-árabe da região.

Mas a reconciliação mais surpreendente ocorreu entre o líder líbio, Muammar Kadafi, e o rei saudita, Abdullah. Eles se encontraram paralelamente à cúpula para superar as divergências públicas relativas aos contatos de Riad com os EUA, um problema que remontava a uma cúpula árabe de 2003.

Usando óculos escuros, chapéu laranja e túnica, Kadafi havia interrompido a sessão de abertura com um discurso-surpresa que inicialmente pareceu conter um novo ataque contra Abdullah.

Ele disse que a Arábia Saudita era "uma criação britânica com proteção norte-americana", mas em seguida afirmou que a divergência estava superada e sugeriu visitas bilaterais, no que foi aplaudido.

Em seguida, os dois dirigentes se reuniram por cerca de 30 minutos.

A Líbia vai organizar a próxima cúpula árabe, e um boicote de países aliados dos EUA, como Egito e Arábia Saudita, é provável caso a reaproximação esboçada na segunda-feira não perdure.

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