Cúpula árabe em Doha começa com críticas a Abbas por não ir à reunião

Cairo, 16 jan (EFE).- O emir do Catar, xeque Hamad bin Khalifa al-Zani, criticou hoje o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, por não assistir à cúpula de chefes de Estado árabes, organizada em Doha, para discutir a crise na Faixa de Gaza.

EFE |

"Esperávamos que nosso irmão Mahmoud Abbas estivesse conosco para discutir o assunto de sua gente. Se não tivéssemos nos reunido nesta ocasião, quando nos reuniríamos", disse o emir, na inauguração da reunião, segundo a rede de televisão catariana "Al Jazira".

"O mais importante para nós é parar a agressão (israelense) e aliviar o sofrimento de nossos irmãos em Gaza", acrescentou o emir.

Doze países dos 22 membros da Liga Árabe participam da reunião com seus chefes de Estado ou seus representantes: Argélia, Líbia, Síria, Líbano, Sudão, Mauritânia, Iraque, Djibuti, Comores, Catar, Omã e Marrocos.

Além disso, estão presentes o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e enviados da Indonésia, Turquia e Senegal.

Também participam os líderes dos grupos palestinos Hamas, Khaled Mashaal; Jihad Islâmica, Ramadan Shalah; e da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral, Ahmad Jibril, Em seu discurso, Meshaal rejeitou a ideia de que o conflito na Faixa de Gaza seja só contra o Hamas.

"Esta agressão foi lançada depois de Israel se dar conta de que não haverá nenhuma solução sem a criação de um Estado palestino e sem a restauração de Jerusalém, por isso quis impor novas regras para acabar com a resistência", disse Mashaal.

Além disso, afirmou que a ofensiva israelense contra Gaza acabará em breve devido à firmeza do povo palestino, e reiterou suas quatro condições para o fim das hostilidades: o término da agressão israelense, a retirada de Israel de Gaza, a suspensão do bloqueio e a reabertura do posto fronteiriço de Rafah.

"Rafah é uma passagem palestino-egípcia e podemos alcançar acordos para abrir esse cruzamento", acrescentou.

A reunião, convocada pelo Catar, coincide hoje com uma reunião ministerial da Liga Árabe no Kuwait, que foi organizada independentemente à de Doha, o que reflete a divisão entre os árabes sobre como tratar o conflito na Faixa de Gaza. EFE nq/an

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