Cúpula africana pressiona para Governo de união no Zimbábue

Johanesburgo, 27 jan (EFE).- A Cúpula da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) decidiu hoje pedir ao regime e à oposição do Zimbábue que formem um Governo de união nacional para o próximo dia 11 de fevereiro, apesar das reservas dos opositores, que esperavam mais da reunião.

EFE |

Após uma longa reunião em Pretória, que começou ontem e só terminou nesta manhã, os chefes de Estado e Governo dos 15 países da SADC tornaram público um comunicado em que anunciam que o líder opositor zimbabuano, Morgan Tsvangirai, se tornará primeiro-ministro em 11 de fevereiro.

A posse de Tsvangirai e a formação do Governo de união nacional serão efetivas depois que em 5 de fevereiro o Parlamento de Harare aprove uma emenda constitucional que crie o posto de primeiro-ministro, cujo ocupante compartilhará o poder executivo com o presidente Robert Mugabe.

Segundo o decidido pelos governantes do sul da África, o Ministério do Interior, disputado por ambas as partes, deverá ser divido pelo opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Tsvangirai, e a governamental União Nacional Africana Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe.

O chefe do Estado da África do Sul, Kgalema Motlanthe, que o ocupa a Presidência da SADC, assegurou ao término da reunião que ambas as partes tinham entrado em acordo sobre as condições colocadas pela cúpula para a formação do Governo de união nacional.

"As duas partes se apresentarão na data prevista para a posse e será efetuada a formação do Governo", disse Motlante à imprensa, apesar das críticas do MDC aos resultados da cúpula.

Um porta-voz do MDC ressaltou que as conclusões refletidas no comunicado da cúpula da SADC "ficaram muito abaixo das expectativas".

Segundo esse porta-voz, a direção nacional do MDC se reunirá no próximo fim de semana para "definir a posição do partido" sobre a formação do Governo de união nacional.

Mugabe já havia anunciado ontem que formaria um Governo com ou sem a oposição após a cúpula realizada em Pretória. EFE cho/rr

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