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Cultivo de ópio cai no Afeganistão e prejudica rebeldes talibãs

Cabul, 26 ago (EFE).- O cultivo de ópio no Afeganistão, uma das principais fontes de renda da insurgência talibã, caiu 20% no último ano, embora a produção desta droga tenha diminuído apenas 6%, segundo um relatório divulgado hoje pelas ONU.

EFE |

Os cultivos de ópio deixaram de ocupar uma extensão de 193 mil hectares para cobrir 157 mil, mas a maior produtividade este ano fez com que a produção total ficasse em 7.700 toneladas, frente às 8.200 de 2007.

Segundo um comunicado do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), o diretor-executivo do organismo, Antonio María Costa, assegurou em coletiva de imprensa em Cabul que este ano o cultivo em massa de ópio "começou a retroceder".

Ao apresentar o relatório, Costa comemorou porque, enquanto em 2007 18 das 34 províncias afegãs cultivaram ópio, em 2008 eram encontrados campos em apenas 13 delas.

"Como as drogas estão servindo de financiamento à insurgência e os rebeldes permitem o cultivo, ambos têm que ser derrotados de forma conjunta", ressaltou o diretor-executivo do UNODC.

Apenas em Helmand, uma das províncias onde os talibãs têm uma presença mais forte, estão 103 mil hectares de campos de cultivo, dois terços do total do país.

"Se Helmand fosse um país, seria igualmente o maior produtor de drogas ilegais do mundo", assegurou Costa.

Entre os motivos destacados pelo UNODC para explicar este ligeiro descenso na produção de ópio está a seca que castigou o Afeganistão, especialmente no norte do país.

Além disso, o aumento dos preços de alimentos básicos fez com que cultivar outros tipos de produtos fosse muito mais rentável que plantar ópio.

O enviado da ONU lamentou que os esforços para erradicar os campos de cultivo não sejam a razão para a queda da produção, já que este ano apenas foram destruídos 5.480 hectares, frente aos 19.047 de 2007.

No entanto, o relatório mostra que o ópio segue gerando grandes lucros. Os agricultores arrecadaram US$ 732 milhões em 2008, frente a US$ 1 bilhão de 2007. EFE nh/rr

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