Cultivo de ópio aumenta em áreas controladas pelo Exército de Mianmar

Bangcoc, 26 jan (EFE).- O cultivo de ópio aumentou até cinco vezes nas áreas do estado de Shan, em Mianmar (antiga Birmânia) que o Exército birmanês tirou da guerrilha, denunciou hoje a Organização da Mulher Palaung (PWO, em inglês) na Tailândia.

EFE |

A autora do relatório, Lway Nway Hnoung, ressaltou que desde que o Exército de Libertação do Estado Palaung assinou a paz, em 2005, as plantações de ópio e seu consumo proliferaram na região setentrional do estado.

As forças de segurança obrigam a população a pagar um imposto especial para bancar sua presença na região, o que levou muitos agricultores a voltar a colher ópio por ser mais lucrativo, de acordo com o estudo.

"Enquanto este regime estiver no poder, as drogas continuarão envenenando o povo de Mianmar e a região", afirmou Lway Nway Hnoung.

A ONU advertiu no mês passado que o cultivo de ópio em Mianmar aumentou 50% desde 2006, abrangendo 31,7 mil hectares e envolvendo mais de 1 milhão de pessoas.

Segundo as Nações Unidas, Mianmar quase chegou ao volume que tinha no início da década passada, quando o país era o primeiro produtor mundial de ópio. Essa posição é ocupada hoje pelo Afeganistão.

Para produzir um quilo de heroína, são necessários dez quilos da resina que se extrai do miolo da planta denominada dormideira ou papoula.

Mianmar está submetido a uma ditadura militar desde o levante de 1962 no país. EFE grc/sa

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