Por Jeff Franks HAVANA (Reuters) - A promessa de mudança do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, atravessou o estreito da Flórida e chegou até Cuba, onde muitos esperam que sua vitória sobre o republicano Jonh McCain melhore as relações entre os dois países e também a vida na ilha.

Suas promessas de campanha incluíam o alívio do embargo comercial que os Estados Unidos aplicam sobre Cuba há mais de 46 anos. Obama também mostrou-se disposto a conversar com o governo cubano --o que, para muitos cubanos, é uma rajada de ar fresco depois de quase oito anos da política linha-dura de George W. Bush.

"Com Obama, deve haver uma flexibilização da política para Cuba. Pelo menos ele prometeu mudar coisas, como acabar com as restrições às viagens dos norte-americanos a Cuba, e isso seria bom para todos", disse Diego López, 41, que trabalha em um restaurante em Havana.

Muitos cubanos acompanharam a corrida eleitoral norte-americana com atenção e viam McCain como alguém que continuaria as políticas de Bush, que limitou o envio de remessas e as viagens de cubanos-norte-americanos que queriam visitar os familiares na ilha.

McCain disse que não aliviaria o embargo e criticou Obama por sua disposição em conversar, sem pré-condições, com o governo comunista.

"McCain tentou afastar-se de Bush em sua campanha, mas não conseguiu enganar ninguém", disse López. "Ele é da linha-dura, um devoto da guerra."

O ex-presidente de Cuba Fidel Castro declarou-se neutro na disputa presidencial norte-americana, mas, em um artigo da semana passada, elogiou o democrata e criticou o republicano.

"(Obama) é sem dúvida mais inteligente, culto e igualitário do que seu adversário republicano", escreveu Fidel.

Fidel chamou McCain de "velho, belicoso, inculto, pouco inteligente e sem saúde".

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