Cubanos compram mais de sete mil linhas de celular

HAVANA - Os cubanos contrataram mais de sete mil linhas de celular desde a abertura do serviço a toda a população, em meados de abril, informou hoje a empresa de telecomunicações Etecsa.

Ansa |

De acordo com os dados publicados hoje, mais de 300 mil pessoas possuem celulares em Cuba e, de acordo com os planos da companhia -- com ações minoritárias privadas da Itália --, nos próximos cinco anos esse número chegará a mais de 1,6 milhões.

"Foram investidas cifras milionárias no desenvolvimento das infra-estruturas necessárias", disse Máximo Lafuente Vázquez, vice-presidente de serviços móveis da empresa, em entrevista coletiva em Havana.

Uma das medidas do governo do presidente Raúl Castro durante o último mês foi "liberar" a compra de celulares para todos os cubanos -- a linha é comercializada apenas pela Etecsa.

A decisão foi tomada no contexto de eliminação de restrições e proibições que eram vigentes em Cuba e que as autoridades agora consideram "superadas pelos tempos".

Agora, os cubanos podem se hospedar em hotéis de todo o país. Também foi liberada a venda de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos como vídeos, DVD, motocicletas, microondas e outros, antes restritos devido a medidas de racionamento de energia.

Lafuente Vázquez explicou que os custos dos celulares "continuam altos", porque dependem de planos de desenvolvimento da indústria nacional.

"Esses investimentos beneficiaram antes de tudo pessoas e mesmo entidades que até o momento não tinham acesso à telefonia, muitas delas localizadas em lugares de difícil acesso, que agora dispõem do serviço de Telefonia Fixa Alternativa", um sistema que combina a tecnologia celular com a convencional, disse.

Segundo ele, os fundos arrecadados com a cobrança em pesos conversíveis -- com valores equiparados às divisas internacionais -- atendem à necessidade de "arrecadar os recursos que se destinam a subvencionar o resto das telecomunicações, cujos preços são cobrados em moeda nacional". Em Cuba, circulam duas moedas paralelamente: o peso conversível ou CUC e o peso nacional. A unidade do primeiro vale 24 pesos nacionais. (ANSA)

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