Os cubanos contrataram mais de 7.400 linhas de celulares em menos de dez dias, desde que seu uso foi autorizado pelo governo do presidente Raúl Castro, informou hoje o vice-presidente de Serviços Móveis da Empresa de Telecomunicações de Cuba S.A. (ETECSA), Máximo Lafuente. Segundo ele, o país projeta a abertura de mais de 1,4 milhão de linhas nos próximos cinco anos.

"As agências habilitadas (...) em todo o país comercializaram mais de 7.400 novas linhas" desde que foi iniciada a venda dos serviços da modalidade, acrescentou.

Lafuente precisou que com investimentos próximos a 100 milhões de dólares nos últimos cinco anos "tivemos um crescimento de 300.000 clientes".

A compra de celulares, até então reservada a estrangeiros, foi liberada no dia 14 de abril pelo governo de Raúl Castro, que também autorizou aos cubanos o acesso a hotéis, aluguel de carros e compra de computadores.

A livre contratação de telefonia celular foi muito bem recebida pelos cubanos, ainda que seus preços possam ser considerados proibitivos - só a linha custa 120 dólares -, num país onde o salário mínimo é equivalente a 18 dólares.

No entanto, quando o serviço foi liberado, centenas correram para contratá-lo, pois muitos conseguem dinheiro com negócios no mercado negro, recebem estímulos de suas empresas ou remessas de sus familiares no exterior.


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