Cuba segue negando direitos humanos básicos, dizem EUA

Washington, 25 fev (EFE).- O regime cubano continua negando a seus cidadãos os direitos humanos básicos, entre eles o poder de mudar o Governo, afirmou hoje o Departamento de Estado americano.

EFE |

Em seu relatório anual sobre os direitos humanos no mundo, o Departamento de Estado disse ainda que, no final de 2008, havia em Cuba pelo menos 205 presos e detidos políticos, e que pelo menos cinco mil cubanos cumpriram sentenças por "periculosidade", sem ser acusados de qualquer crime específico.

Os Estados Unidos afirmaram também que as eleições de 20 de janeiro de 2008 para a Assembleia Nacional cubana, nas quais o Partido Comunista obteve 98% dos votos, não foram "livres ou claras".

Entre as violações dos direitos humanos registrada na ilha em 2008 há agressões e abusos dos detidos e presos, perpetrados com impunidade, indicou o Departamento de Estado americano em seu relatório.

Os EUA também denunciaram as más condições de vida nas prisões e as ameaças contra opositores políticos por funcionários da segurança estatal, a Polícia ou "multidões recrutadas pelo Governo".

O Departamento de Estado afirmou que o Governo cubano continuou submetendo os dissidentes a "atos de repúdio", mas indicou que o número de incidentes deste tipo registrou "uma notável queda".

Além disso, indicou que ocorreram "graves limitações na liberdade de expressão e de imprensa".

A discriminação contra as pessoas de origem africana, a violência doméstica, a prostituição de menores, o tráfico de pessoas e as restrições graves aos direitos dos trabalhadores, incluindo o direito a sindicatos livres, também representaram problemas, acrescentou o Departamento de Estado. EFE mv/mh

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