As autoridades cubanas realizam retiradas em massa horas antes da chegada do furacão Gustav, que ganha força à medida em que se aproxima da ilha neste sábado. Cerca de 13 mil moradores e 4 mil turistas foram retirados de áreas costeiras de baixa altitude na sexta-feira.

Cerca de 500 mil sacos de tabaco foram guardados em local seguro. A capital Havana também está em alerta. Todos os ônibus e trens que saem e chegam à cidade foram suspensos, e lojas e hotéis colocam tábuas de proteção nas janelas.

O correspondente da BBC em Havana Michael Voss disse que Cuba tem um dos mais eficientes esquemas de preparo e organização para retirada de moradores da região, mas que as más condições das casas na capital podem representar um risco adicional.

O furacão foi colocado na categoria 3 - como uma 'grande' tempestade - em uma escala que vai até 5. O furacão Katrina estava na mesma categoria quando atingiu Nova Orleans em 2005.

A cidade americana emitiu uma ordem de retirada mandatória para os distritos costeiros que entra em vigor neste sábado.

Neste sábado pela manhã, ao passar cerca de 220 km ao sudeste da Isla de la Juventud e cerca de 410 km ao leste e sudeste da ponta oeste de Cuba, o Gustav tinha capacidade para produzir ventos de até 185 km/h.

Mais de 70 pessoas morreram na República Dominicana, Haiti e Jamaica por causa do furacão, que também passou pelas Ilhas Cayman, onde não há relatos de vítimas.

Mais força
Meteorologistas do Centro Nacional para Furacões dos Estados Unidos, sediado em Miami, advertiram que a tempestade pode se fortalecer ainda mais e chegar à categoria 4 quando passar pelas águas quentes do Golfo do México ao longo do fim de semana e seguir em direção aos Estados Unidos.

A previsão é de que Gustav atinja a costa americana - em algum local entre o sul do Texas e a Flórida - até terça-feira, levando quatro Estados a planejar grandes operações de retirada de moradores.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou estado de emergência na Louisiana e no Texas.

A Casa Branca informou que será enviada ajuda federal para complementar os esforços estaduais e locais para conter os danos que podem ser provocados pelo furacão.

Mais de 1,5 mil pessoas morreram em Nova Orleans há três anos em conseqüência da passagem do furacão Katrina.

Nova Orleans e a área costeira do Mississippi lembraram as vítimas de Katrina. Os sete últimos corpos não reclamados foram sepultados em Nova Orleans em um memorial na sexta-feira.

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