Cuba retira dezenas de milhares devido ao furacão Paloma

O governo de Cuba está retirando dezenas de milhares de pessoas das áreas costeiras mais baixas no leste do país antes da chegada do furacão Paloma. Todas as províncias centrais e do leste de Cuba foram colocadas sob alerta de furacões.

BBC Brasil |

Segundo o Centro Nacional para Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami, na noite de sábado o Paloma estava a 60 quilômetros ao sul de Santa Cruz del Sur, na costa sudoeste de Cuba.

O Paloma já está sendo considerado como uma tempestade de categoria quatro "extremamente perigosa", com ventos de até 233 quilômetros por hora.

O NHC prevê que o furacão Paloma chegue a Cuba na noite de sábado e perca sua força.

Apesar disso, o meteorologista cubano Jose Rubiera afirma que "temos que prestar toda atenção a esta tempestade".

O próprio NHC alertou a respeito de "inundações potencialmente catastróficas causadas por ondas" de seis a sete metros de altura na costa sul de Cuba.

Ilhas Cayman
O Paloma já causou chuvas torrenciais e aumento das ondas nas ilhas Cayman. E as autoridades das Bahamas foram colocadas em alerta.

Nas ilhas Cayman escolas, escritórios e empresas foram fechados e algumas pessoas foram levadas para abrigos.

Ocorreram danos a propriedades, mas não há informações de feridos.

Paloma é a 16ª tempestade a atingir o Atlântico nesta temporada do fenômeno e a 8ª a se converter em um furacão, tendo trazido fortes chuvas a partes de Honduras e Nicarágua, na América Central.

E, em Cuba, o furacão será o quinto desta temporada.

Gustav e Ike, que atingiram Cuba no em 30 de agosto e 9 de setembro respectivamente, causaram danos da ordem de bilhões de dólares e destruíram milhares de casas.

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