Cuba reorganiza programa de médico da família

HAVANA - Respondendo a reclamações da população cubana, o presidente Raúl Castro começou a reorganizar o programa de médico de família do país, um dos pilares do sistema de saúde universal do governo comunista da ilha. Mais de metade dos consultórios será fechada e o número de funcionários nos consultórios restantes aumentará, disseram membros da área da saúde a respeito da reforma, parte dos esforços para melhorar a vida da população realizados por Raúl desde que sucedeu em fevereiro Fidel Castro, irmão convalescente dele.

Reuters |

Os cubanos vêm reclamando que o programa de médico de família carece de mão-de-obra desde que o governo começou a enviar milhares de médicos para a Venezuela, em 2000.

Nas províncias, os consultórios agora contarão com a presença de um médico e de uma enfermeira durante todo o dia, em vez de apenas nas manhãs, afirmaram integrantes da área da saúde.

'Houve várias medidas novas nas últimas semanas. Eles estão pintando os consultórios, desenvolvendo um sistema para garantir que os médicos e enfermeiras recebam um almoço adequado e levando mais equipamentos para as clínicas', disse uma enfermeira da região central de Cuba, na terça-feira.

Em Havana, onde moram 2,2 milhões de pessoas, há um plano semelhante. Mas a adoção dele demorará mais tempo devido a uma carência de médicos e enfermeiras. Na capital cubana, ainda, o plano deve incluir, por enquanto, os consultórios tradicionais, onde os médicos permanecem apenas na parte da manhã.

(Reportagem de Marc Frank)

As mudanças na ilha até agora:


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