Cuba reduz alerta de ciclone para extremo ocidente do país

Havana, 29 ago (EFE).- A Defesa Civil de Cuba manteve hoje o estado de alerta ciclônico por causa da tempestade tropical Gustav apenas nas duas províncias mais ocidentais do país, e o retirou na cidade de Havana e em regiões vizinhas, ao mesmo tempo em que afirmou que a parte oriental está em situação normal.

EFE |

Às 9h (10h, em Brasília) "se decidiu estabelecer a fase de alerta ciclônico na província de Pinar del Río e no município de Isla de la Juventud", diz um comunicado da instituição.

As províncias de Havana, de Cidade de Havana e de Matanzas passaram para o nível inferior de alerta (fase informativa), da mesma forma que os municípios do litoral sul das regiões centrais de Camagüey e Ciego de Ávila.

Foi declarada situação de normalidade nas regiões orientais de Guantánamo, Santiago de Cuba, Granma e Holguín, que tinham alerta ciclônico desde terça-feira, quando a "Gustav" (então com ventos de mais de 150 km/h) causou aproximadamente 70 mortes no Haiti e na República Dominicana.

Na quarta-feira, a "Gustav" mudou inesperadamente sua trajetória rumo ao sudoeste, se afastando do oriente cubano, e passou sobre a Jamaica.

A Defesa Civil liberou o retorno às suas casas para os milhares de cubanos e turistas estrangeiros que foram retirados das áreas orientais sob risco de inundação e de deslizamentos de terra.

A "Gustav" está agora no sudoeste da Jamaica e caminha rumo às ilhas de Grande Caiman e de Cuba, onde recuperará ventos de furacão e será "perigoso", informou o Instituto de Meteorologia cubano.

A tempestade se movimenta para oeste-noroeste a 13 km/h, trajetória que manterá nas próximas 12 a 24 horas, e depois seguirá rumo ao noroeste, prevêem os meteorologistas cubanos.

As previsões meteorológicas nos Estados Unidos calculam que a "Gustav" chegará, na segunda ou terça-feira, à costa do país do Golfo do México com categoria três na escala de intensidade Saffir-Simpson (que vai de um a cinco).

Um dos seis vice-presidentes cubanos, Carlos Lage, supervisionou na quinta-feira os preparativos para a chegada do ciclone ao primeiro território que deve atingir no país, a Isla de la Juventud, situada ao sul de Pinar del Río.

Já na ilha de Hispaniola, compartilhada por Haiti e República Dominicana, são notadas duas imagens bem distintas: enquanto a metade sul haitiana continua paralisada por inundações, a parte dominicana recupera pouco a pouco a normalidade.

No Haiti, as autoridades ratificaram hoje o número de 59 mortes, sete desaparecidos e 22 feridos em conseqüência do furacão.

Apesar disso, o sol voltou a brilhar nas áreas afetadas pelo furacão no Haiti, especialmente no sudeste, onde os cidadãos tentam retomar suas atividades habituais - algo impossível, já que as estradas estão bloqueadas por água e lama, informou a imprensa local.

Transitar por algumas destas vias é impossível, já que se transformaram em autênticos lagos, relatou uma testemunha por uma rádio local.

Junto com os integrantes da Defesa Civil haitiana, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) trabalhou nos últimos dias na evacuação de milhares de pessoas.

Os afetados foram retirados das regiões em navios ou caminhões com a ajuda de capacetes azuis nos departamentos (estados) Sudeste, Oeste e Nippes, segundo um comunicado da força de paz divulgado nesta quinta-feira.

Além disso, a Minustah disse que mais de três mil famílias foram atendidas e que vários de seus técnicos avaliam a situação para determinar as ações necessárias para reparar os danos causados pelo fenômeno.

Por outro lado, na vizinha República Dominicana, a situação melhorou de forma considerável nas últimas horas, já que o nível das águas nos maiores rios começou a baixar e não há risco de transbordamentos.

Como medida preventiva, evacuações nos núcleos habitados das margens dos rios Ozama e Isabela, que atravessam Santo Domingo, são mantidas, disse à Agência Efe o diretor da Defesa Civil, Luis Luna Paulino. EFE am/fh/ma

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