Cuba ratifica Convenção contra desaparecimentos forçados

Nações Unidas, 2 fev (EFE).- Cuba ratificou hoje na sede da ONU a Convenção Internacional para a Proteção das Pessoas contra Desaparecimentos Forçados, completando o processo de adscrição do país ao tratado impulsionado pela Argentina.

EFE |

O embaixador cubano na ONU, Abelardo Moreno, foi o encarregado de fazer a entrega formal dos documentos de ratificação em uma breve cerimônia na sede das Nações Unidas em Nova York.

Moreno assinalou que, com este ato, a ilha cumpre o anunciado em 28 de janeiro, em Havana, pelo ministro de Exteriores cubano, Felipe Pérez Roque.

Assegurou que este instrumento legal internacional é "de muita importância" para seu Governo, porque, apesar de "todas as ações contra Cuba, jamais na ilha houve um desaparecimento forçado, uma execução extrajudicial ou um caso de tortura".

"O histórico cubano neste tema é um histórico totalmente limpo", acrescentou Moreno, que destacou que seu país faz parte dos 42 tratados ou convenções internacionais mais importantes em matéria de direitos humanos.

"É nossa prática e nossa intenção sempre fazer parte de convênios que não sejam discriminatórios e que realmente ajudem no que buscamos e perseguimos, que é a cooperação em matéria de direitos humanos", apontou.

O diplomata ressaltou também a importância de a ratificação da Convenção acontecer pouco antes de a ONU estudar a situação dos direitos humanos em Cuba.

Moreno rejeitou as denúncias contra o regime cubano por desaparições, assassinatos extrajudiciários e torturas recolhidas por algumas organizações humanitárias. EFE jju/mh

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