Cuba propõe ficar à altura das expectativas com Obama

(Acrescenta mais conteúdo do discurso da ministra) Genebra, 3 mar (EFE).- A ministra da Justiça de Cuba, María Ester Reus, propôs hoje à comunidade internacional ficar à altura das expectativas geradas pela chegada ao poder do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

EFE |

"A comunidade internacional espera que possamos responder coletiva e efetivamente às grandes expectativas geradas com a chegada de um novo Governo aos Estados Unidos, e que asseguremos uma resposta justa e eficaz à colossal crise que afeta a humanidade", disse Reus.

A ministra fez esta declaração em seu discurso na sessão de alto nível do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que acontecerá até o próximo dia 27.

Foi a única referência positiva à nova Administração americana, após as amostras de abertura em relação a Cuba que o novo presidente americano mostrou desde que chegou ao poder.

A ministra usou grande parte de seu tempo para elogiar o Conselho por seus três anos de "exemplar" funcionamento, e criticar a antiga Comissão de Direitos Humanos, "fonte de descrédito, presa em dois pesos e duas medidas, e na manipulação política dos Estados Unidos e de seus aliados".

Reus expressou também "sua esperança" de que Washington decida libertar os cinco cidadãos cubanos que tem presos acusados de espionagem.

Além disso, expressou seu desejo de que o bloqueio de Washington sobre a ilha há quase meio século seja levantado.

Sobre a crise, Reus solicitou hoje aos países ricos que mantenham seus orçamentos prometidos de ajuda ao desenvolvimento, apesar da crise econômica.

"Solicito aos países ricos que não reduzam a ajuda ao desenvolvimento com a desculpa da crise econômica, está claro que os países ricos têm dinheiro quando concedem números escandalosos para resgatar banqueiros e corporações que especularam e lucraram como um cassino de las Vegas", afirmou.

Reus lembrou que o número de pobres nos países em desenvolvimento cresce sem parar, e com isso pediu aos ricos que mantenham seus compromissos mais imediatos, "agora que sabemos que os modestos Objetivos do Milênio dificilmente serão alcançados".

A ministra cubana lembrou os números de fome, desnutrição, morte materno-infantil e analfabetismo no mundo, e, a partir deles, solicitou ao Conselho que dê tanta atenção aos direitos econômicos, sociais e culturais quanto dá aos direitos civis e políticos".

Reus destacou também o Exame Periódico Universal (EPU), avaliação sobre direitos humanos aos quais todos os membros são submetidos.

"Destacamos os positivos resultados do EPU a Cuba. Foi um reconhecimento universal e objetivo a sua política de direitos humanos", disse.

Além disso, indicou o fato de que seja possível realizar sessões especiais para tratar temas de atualidade, como o caso da invasão israelense a Gaza ou a crise econômica.

"Temos capacidade de reação", afirmou a ministra. EFE mh/an

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