Cuba permite privatização de barbearias e salões de cabeleireiros

O governo de Cuba está oferecendo centenas de barbearias e salões de cabeleireiros a funcionários, medida que pode marcar o início de uma esperada onda de privatizações.

BBC Brasil |

Reuters
Homem corta cabelo em salão de Havana

Homem corta cabelo em salão de Havana (foto: 12/04)

Todos os barbeiros e cabeleireiros trabalhando em salões com três cadeiras ou menos poderão alugar o espaço e pagar impostos ao invés de receber um salário mensal.

"É um experimento", disse o cabeleireiro Juan Robin Corso Suarez. "Não posso dizer se é bom ou não. Nunca trabalhei assim, estamos apenas começando".

O setor comercial de Cuba é famoso por conta do serviço ruim e do desvio de dinheiro levantado com serviços ou vendas. O ex-presidente do país, Fidel Castro, nacionalizou todas as pequenas empresas em 1968.

Lentidão e Cautela

Agora, o irmão mais novo e sucessor de Fidel, Raúl Castro, está tentando modernizar o sistema sem, no entanto, abraçar um capitalismo em grande escala.

Outros países comunistas como China e Vietnã fizeram, há tempos, reformas de mercado - mantendo, no entanto, o controle político.

As primeiras reformas econômicas adotadas pelo presidente Raúl Castro consistiram em dar terra improdutiva controlada pelo Estado a fazendeiros.

Alguns taxistas têm permissão de trabalhar como autônomos.
Esta é a primeira tentativa de Castro de adotar gradualmente um modelo de privatização no setor de varejo e de serviços.

As medidas envolvendo os salões de beleza não foram anunciadas oficialmente ou mencionadas pela imprensa estatal.

Em um discurso recente durante o Congresso da Juventude Comunista, Castro reconheceu que os cubanos estão impacientes para que haja mudanças mas disse que planeja avançar devagar e com cuidado.


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