Genebra, 3 mar (EFE).- A ministra da Justiça de Cuba, María Ester Reus, solicitou hoje aos países ricos que mantenham seus orçamentos prometidos de ajuda ao desenvolvimento, apesar da crise econômica.

"Solicito aos países ricos que não reduzam a ajuda ao desenvolvimento com a desculpa da crise econômica, está claro que os países ricos têm dinheiro quando concedem números escandalosos para resgatar banqueiros e corporações que especularam e lucraram como um cassino de las Vegas", afirmou Reus.

A ministra cubana discursou hoje na sessão de alto nível do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que durará até o próximo dia 27.

Reus lembrou que o número de pobres nos países em desenvolvimento cresce sem parar, e com isso pediu aos ricos que mantenham seus compromissos mais imediatos, "agora que sabemos que os modestos Objetivos do Milênio dificilmente serão alcançados".

A ministra cubana lembrou os números de fome, desnutrição, morte materno-infantil e analfabetismo no mundo, e, a partir deles, solicitou ao Conselho que dê tanta atenção aos direitos econômicos, sociais e culturais quanto dá aos direitos civis e políticos".

A ministra usou grande parte de seu tempo para elogiar o Conselho por seus três anos de "exemplar" funcionamento, e criticar a antiga Comissão de Direitos Humanos como "fonte de descrédito, presa em dois pesos e duas medidas, e na manipulação política dos Estados Unidos e de seus aliados".

Reus destacou especialmente o Exame Periódico Universal (EPU), avaliação sobre direitos humanos aos quais todos os membros são submetidos.

"Destacamos os positivos resultados do EPU a Cuba. Foi um reconhecimento universal e objetivo a sua política de direitos humanos", disse.

Além disso, indicou o fato de que seja possível realizar sessões especiais para tratar temas de atualidade, como o caso da invasão israelense a Gaza ou a crise econômica.

"Temos capacidade de reação", afirmou a ministra. EFE mh/an

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