Cuba pede fim de exigências da UE

Paris, 17 out (EFE).- O ministro cubano de Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, afirmou hoje que a posição comum da União Européia (UE) sobre seu país, adotada em 1996, é inaceitável como base para a relação entre as partes, por isso reivindicou que seja eliminada.

EFE |

Pérez Roque considerou que a posição comum da UE para Cuba é "inaceitável por seu caráter unilateral", porque supõe uma ingerência na política interna cubana e porque "reflete uma visão preconceituosa e manipulada sobre a sociedade cubana".

Um dia após haver mantido o primeiro encontro em nível ministerial em cinco anos com representantes europeus, o chefe da diplomacia cubana mostrou-se satisfeito pela recuperação do diálogo, mas afirmou que deve haver "respeito" à independência de ambas as partes.

"Uma vez eliminadas as sanções a Cuba e aberto o caminho do diálogo respeitoso, é preciso mudar a posição comum e criar um novo marco bilateral comumente aceito para regular as relações da UE com Cuba, em caráter de igualdade e baseado no respeito mútuo", afirmou Pérez Roque em entrevista coletiva em Paris.

Adotada em 1996 por impulso do Governo espanhol presidido então por José María Aznar, a posição comum da UE sobre Cuba vincula a cooperação comunitária ao respeito dos direitos humanos, as liberdades políticas, a reforma da legislação cubana e uma abertura econômica.

O texto assinala que a UE tem como objetivo em suas relações com Cuba "impulsionar o processo de transição a uma democracia pluralista, o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais e uma recuperação sustentada, acompanhada de uma melhora dos níveis de vida do povo cubano".

EFE lmpg/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG