Cuba pede à UE a suspensão definitiva de sanções para poder dialogar

Cuba manifestou à União Européia (UE) na Cúpula de Lima a necessidade de cessar definitivamente as sanções de 2003, para criar um clima propício ao diálogo, afirmou nesta quinta-feira o cancheler Felipe Pérez Roque.

AFP |

Na Cúpula UE-América Latina realizada semana passada em Lima, Cuba pediu aos europeus "que as sanções de 2003, que estão suspensas, sejam definitivamente extintas para criar um clima apropriado para avançar", afirmou o chanceler durante uma coletiva de imprensa.

Em Lima, "mantive contatos com representantes da Europa, me reuni com a Comissária para as Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero, mantive contatos com outros chanceleres e autoridades", disse Pérez Roque, respondendo a uma pergunta sobre os contatos entre Cuba e UE.

"Discutimos sobre o estado das relações entre Cuba e a UE e reiteramos nossa posição: o direito de Cuba de defender-se da agressão estrangeira, do bloqueio dos Estados Unidos e da esperança de Cuba de que a UE mantenha uma política independente em relação a Cuba", ressaltou.

Após a prisão e condenação de 75 opositores em 2003 e a execução, depois de julgamento sumário, de três seqüestradores de um bote, a UE aplicou sanções como a suspensão de visitas de alto nível e da colaboração que mantinha, assim como o convite de dissidentes a suas embaixadas para festas nacionais.

Em 2006 - por iniciativa do governo socialista espanhol - as medidas foram suspensas temporariamente, mas depois retomadas em 2007. Em junho, as sanções devem ser revisadas novamente.

Fontes européias explicaram que para aplicar as medidas foi preciso unanimidade, critério igualmente necessário para suspendê-las, decisão à qual se opõem a República Tcheca, a Polônia e outros países do bloco.

"Nos interessam as relações com a União Européia como com qualquer outro país, mas essas relações têm que ser baseadas no respeito à soberania, na igualdade soberana", afirmou o chanceler.

cb/cl/ap

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