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Cuba nega que mudanças de Raúl sejam concessões

HAVANA (Reuters) - O governo de Cuba disse nesta quarta-feira que as reformas promovidas pelo presidente Raúl Castro para melhorar a qualidade de vida na ilha não significam concessões políticas dentro do sistema socialista. Nas últimas semanas, Raúl liberou a venda no varejo de telefones celulares e computadores, autorizou os cubanos a se hospedarem em hotéis antes reservados a estrangeiros e começou a descentralizar a agricultura, entre outras medidas.

Reuters |

'As mudanças 'estratégicas' que desejam os agourentos do império (os EUA) não terão lugar, porque, sem equívocos, haverá mais socialismo aperfeiçoável, sustentável e defendido por um povo unido, sob a orientação de Fidel e Raúl e a direção do Partido', disse o jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano.

O texto comenta uma conferência sobre as mudanças em Cuba realizada no dia 7 de abril em Miami pelo secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, e por exilados cubanos.

No encontro, foram discutidas estratégias para apoiar os dissidentes cubanos, que as autoridades da ilha consideram 'mercenários' a mando de Washington.

'Não haverá espaço para a subversão em Cuba', disse o Granma.

O jornal criticou a participação na conferência de Miami do embaixador checo nos EUA, Petr Kolar, para falar da queda do socialismo na Europa Oriental.

'A revolução cubana não é um castelo de cartas, e sim uma fortaleza inexpugnável contra a qual se chocaram várias vezes os planos do império', disse o jornal.

Raúl Castro, de 76 anos, governa Cuba desde julho de 2006, quando seu irmão Fidel se afastou por motivo de doença. O general, até então ministro da Defesa, foi efetivado no cargo em fevereiro deste ano.

(Reportagem de Esteban Israel)

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