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Cuba: Molina qualifica de ato racional permissão de viagem

A médica dissidente Hilda Molina qualificou de ato civilizado, lógico e racional a autorização que recebeu do governo cubano para viajar à Argentina, após 15 anos sem poder abandonar a Ilha.

AFP |

"Este é um ato civilizado, lógico e racional" das autoridades cubanas, já que "seria muito mal visto não me permitir estar com minha mãe para que morra em paz", disse Molina à AFP.

A dissidente cubana, que luta há anos por uma permissão para visitar seu filho, dois netos e sua mãe na Argentina, foi autorizada finalmente a deixar Cuba, revelou nesta sexta-feira a presidente Cristina Kirchner.

Hilda Molina, 66 anos, neurocirurgiã de fama internacional, enviou em meados de dezembro de 2008 uma carta à embaixada de Buenos Aires em Havana, pedindo a intervenção da presidente Kirchner.

A médica, que dirigiu o Centro Internacional de Restauração Neurológica (CIREN), foi 'destituída' em 1994 e se tornou uma férrea opositora ao regime de Fidel Castro.

"Todo mundo conhece meus critérios (críticos) sobre o governo cubano, os que já disse e escrevi, e agora, quando afirmo que quero ver meu filho, isto não tem qualquer conotação política".

A médica, que foi ligada ao Partido Comunista de Cuba nos anos 80, destacou que sua família está à frente da política.

Dirigentes da dissidência cubana qualificaram a decisão de Havana de "mínimo ato de humanidade", estimando que foi a "libertação de uma refém".

mis/LR

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