Cuba libertará mais três prisioneiros políticos

Medida faz parte do acordo entre o governo do presidente Raúl Castro e a Igreja Católica, firmado em julho

Reuters |

Cuba enviará mais três prisioneiros políticos à Espanha, informou a Igreja Católica neste domingo, ao ressaltar o aumento da lista de opositores presos que já foram libertados.

Os três prisioneiros que serão soltos passam a integrar a lista que soma 52 pessoas que receberam do governo o direito à liberdade, em um acordo com a igreja anunciado em julho.

"Evidentemente, hoje teve início uma segunda fase no processo de libertação de oponentes que não integram o grupo de 52", disse o membro da comissão cubana de direitos humanos Elizardo Sanchez.

Com o acordo, o presidente cubano, Raúl Castro, tem demonstrado intenção de acabar com a controvérsia sobre prisioneiros políticos que tem marcado as relações internacionais de Cuba durante anos, principalmente depois que 75 dissidentes foram presos em 2003, em um ato de repressão.

No acordo firmado com a Igreja Católica em julho, o presidente cubano concordou em libertar 52 dissidentes que permaneciam presos desde então e a igreja disse que ele gostaria de libertar todos os demais.

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