Cuba inicia processo para cirurgias de troca de sexo

HAVANA (Reuters) - Cuba está prestes a realizar operações gratuitas de troca de sexo a 28 transexuais, mas os detalhes estão sendo mantidos em segredo, disse a jornalistas Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro responsável pelo projeto. Em 1988, Cuba realizou uma operação de troca de sexo. Mas segundo Mariela, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual, a rejeição foi tão grande que o Ministério de Saúde Pública cancelou um programa similar de cirurgias para transexuais.

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'Estamos trabalhando com os (médicos) belgas na preparação do pessoal médico e já estamos a ponto de firmar uma resolução do Ministério da Saúde Pública que ajuda a implementação de todos esses processos', disse ela a jornalistas.

A psicóloga não esclareceu quando começarão as cirurgias.

'É um segredo', disse.

Segundo cifras oficiais, foram atendidas 100 pessoas com traços de transexualidade e 28 delas foram indicadas a realizar a cirurgia. Nem todos desejam se submeter à operação de troca de sexo.

Mariela lembrou que quando a imprensa estatal cubana informou sobre a operação de troca de sexo realizada em 1988, houve quem escreveu às autoridades dizendo que aquilo era uma 'barbaridade'.

No sábado, Cuba vai comemorar o 'Dia Mundial contra a Homofobia', no qual se incluirão debates sobre a diversidade sexual, apresentação de livros sobre a transexualidade e até espetáculos de transformistas.

A comemoração é apoiada pelo Partido Comunista e financiada, em parte, pela União de Jovens Comunistas, disse Mariela. 'É um sinal de que há compreensão, de que estão se integrando e participando mais ativamente no processo', afirmou.

Entretanto, Mariela não acredita que Cuba vá comemorar no futuro o Dia do Orgulho Gay, porque não é pertinente para educar a sociedade cubana.

'Não queremos provocar, não queremos molestar, não queremos transgredir ninguém. Somente queremos envolvê-los na compreensão da necessidade de ser mais humano', acrescentou.

(Reportagem de Rosa Tania Valdés)

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