Paloma no domingo - Mundo - iG" /

Cuba finaliza preparativos para passagem do furacão Paloma no domingo

Havana, 7 nov (EFE) - Cuba está hoje em alerta com a chegada do furacão Paloma neste domingo, dez semanas depois que outros dois ciclones arrasaram a ilha, deixando, em sua passagem, sete mortos e perdas calculadas em US$ 8,6 bilhões.

EFE |

Os meteorologistas prevêem que o furacão, que tem hoje ventos máximos sustentados de 130 km/h e categoria um na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, aumentará sua intensidade à medida em que se aproxima da maior ilha das Antilhas devido às quentes águas do Caribe.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, em inglês) afirma que "Paloma" chegará a Cuba no domingo com categoria três (ventos sustentados de 178 km/h a 209 km/h).

O Instituto de Meteorologia de Cuba (INSMET) advertiu a população de que deve prestar "a maior atenção" à evolução e trajetória do sistema, porque "representa uma ameaça potencial para as províncias centrais e do leste" da ilha.

A Defesa Civil cubana declarou hoje o "alerta de ciclone" para as províncias centrais e do leste de Sancti Spíritus, Ciego de Ávila, Camagüey, Las Tunas, Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo, e deixou o resto do país em "fase informativa", o menor nível de alerta.

Os veículos de comunicação cubanos, todos oficiais, começaram a noticiar evacuações em zonas de risco, podas de árvores próximas a redes elétricas, reforço de infra-estruturas, edifícios públicos e imóveis, medidas preventivas, e avisos e conselhos à população.

Fontes oficiais informaram que foi adiado o 7º Congresso do Comitê de Defesa da Revolução (CDR), considerado os "olhos e ouvidos" do regime em cada povoado e bairro, que estava previsto para o fim de semana.

O novo ciclone, 16º depressão tropical e oitavo furacão da temporada 2008 no Atlântico Norte, ameaça os cubanos dez semanas após o furacão "Gustav" atravessar o extremo oeste do país em 30 de agosto, seguido de 7 a 9 de setembro por "Ike", que percorreu quase toda a ilha de leste a oeste.

Esses dois ciclones deixaram, em sua passagem, sete mortos, um número total de feridos ainda não divulgado oficialmente, grandes problemas nas reservas de alimentos e perdas calculadas em US$ 8,6 bilhões, mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo fontes oficiais.

Além disso, deixaram as estruturas de imóveis seriamente danificadas, com cerca de 500 mil casas afetadas ou destruídas; centenas de milhares de hectares de cultivo arrasados e severos danos nas infra-estruturas elétricas, viárias e telefônicas.

Caso "Paloma" chegue a Cuba, será a primeira vez, desde 2005, em que três furacões afetam a ilha, segundo indicaram à Efe fontes do Instituto de Meteorologia.

Isso aconteceu há três anos com os furacões "Rita", "Katrina" e "Wilma", que atingiram duramente a ilha e provocaram as maiores inundações na história de Havana.

Segundo o INSMET, em 1906 três furacões afetaram a ilha, e em 1909, quatro, nos dois casos com a última incidência em novembro, mês em que termina a temporada de ciclones que começa em junho e que não costuma ser o mais ativo.

O último furacão a atingir Cuba em novembro foi "Michelle", em 2001, informou à Efe Cecilia González, pesquisadora do Instituto de Meteorologia. EFE am/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG