Cuba festeja 50 anos de revolução apesar da adversidade econômica

Cuba festeja nesta quinta-feira o 50° aniversário de sua revolução, com o líder Fidel Castro afastado do poder, em confronto com Washington e numa sombria situação econômica que levou o presidente Raúl Castro a moderar as ânsias da população pelas mudanças prometidas.

AFP |

A celebração terá como cenário o parque central de Santiago de Cuba, 900 km a sudeste de Havana, onde Fidel Castro proclamou a vitória a 1º de janeiro de 1959, depois de lutar 25 meses em Sierra Maestra contra a ditadura de Fulgencio Batista.

"50 anos mais", "Tudo pela revolução", lê-se em cartazes com fotos gigantes do histórico líder comunista, de 82 anos, espalhadas por diferentes pontos da ilha.

Bandeiras gigantes de Cuba, murais e retoques de pintura engalanam a cidade de Santiago de Cuba, mas em meio à austeridade, pois o país ainda trata de se recuperar do golpe de três furacões este ano, que deixaram perdas de 10 bilhões de dólares.

Ante o Parlamento, sábado passado, Raúl Castro anunciou um ajuste, corte de gastos, eliminação de subsídios, declarando que as mudanças de que falou em 2007 deveriam ser adiadas ante os problemas econômicos, embora não estejam "engavetadas".

Declarada socialista em 1961, a revolução, sob a qual nasceram 70% dos 11 milhões de cubanos, resistiu em 50 anos a 10 presidentes americanos, à invasão da Baía dos Porcos em 1961, à crise dos mísseis em 1962, ao embargo e às dificuldades causadas pela extinção da União Soviética.

As façanhas são recordadas na imprensa oficial, sempre com imagens de um "Comandante" barbudo e combativo, em seu emblemático uniforme verde oliva, que desde que ficou doente nunca mais voltou a vestir.

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