Cuba faz silêncio oficial em aniversário da renúncia de Fidel

Havana, 19 fev (EFE).- O Governo e os meios de comunicação cubanos -todos oficiais- mantiveram silêncio absoluto sobre o aniversário da renúncia de Fidel Castro à Presidência, que completou um ano hoje.

EFE |

Em um país cujos veículos de comunicação preenchem boa parte de suas poucas páginas com recordações históricas e datas do regime comunista, a imprensa ignorou o aniversário da mensagem em que Fidel, então com anos, anunciou que deixaria comando da ilha, após 49 anos e 55 dias.

"Comunico-lhes que não aspirarei nem aceitarei, repito, não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e Comandante-em-Chefe", dizia a mensagem publicada há um ano pelos meios de comunicação cubanos, sem acrescentar nenhum comentário.

Cinco dias depois, em 24 de janeiro de 2008, a Assembleia Nacional, restrita ao Partido Comunista, elegeu como sucessor nesses cargos seu irmão Raúl Castro, até então primeiro vice-presidente e ministro das Forças Armadas, que já se encarregava da Presidência de forma interina, desde que Fidel adoeceu, em julho de 2006.

Enquanto o aniversário do aviso da renúncia é recordado pela imprensa de outros países, o jornal "Granma", porta-voz do governante Partido Comunista de Cuba, publica hoje uma foto de Fidel, mas junto a um fragmento de um discurso seu pronunciado em 14 de fevereiro de 1959. EFE am/jp

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