Cuba está na agenda da Cúpula das Américas, diz líder de Trinidad

BRASÍLIA - A crise financeira global e a situação de Cuba serão discutidas durante a Cúpula das Américas, afirmou na quinta-feira o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, que será o anfitrião do evento entre 17 e 19 de abril. Segundo ele, diversos líderes presentes deverão levantar um debate sobre o fim do embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba e a integração do país à região, já que o tema está nos lábios de todo mundo, disse.

Reuters |

No entanto, os participantes evitarão criar embaraços sobre o assunto, especialmente para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que anunciou sua presença.

"Nós não estamos procurando criar disputas em Porto de Espanha (capital do país). Nós esperamos que as coisas se movam suavemente. Nós não queremos encurralar ninguém, e queremos assegurar o avanço da causa da democracia e da integração no hemisfério ocidental", afirmou Manning a jornalistas, depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

"Nós não tentaremos encurralar especialmente o presidente dos Estados Unidos, que parece estar honrando muitos dos comprometimentos que fez", acrescentou.

O primeiro-ministro de Trinidad e Tobago demonstrou otimismo com a possibilidade de Cuba vir a ser convidada para participar do evento no futuro, mas evitou dizer quando e descartou fazer um convite para a cúpula do próximo mês. "Seria prematuro. Nós não temos esse plano neste momento", disse.

Manning também demonstrou expectativa em acompanhar o pronunciamento de Obama para os presidentes da região. "Parece que ele está fazendo todas as declarações certas", comentou.

Em relação à crise financeira global, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago disse que certamente os líderes dos países presentes tratarão do assunto, mas ponderou que o tema não deve constar do documento final do encontro.

"A reunião dos países do G20 em Londres no próximo mês será bem mais importante nessa matéria, então melhor esperarmos para ver o que resultará disso antes de ver como isso será endereçado na cúpula (das Américas)", destacou. "Vamos esperar."

Petrobras

Manning revelou ainda que conversou com o presidente Lula sobre as negociações de acordos bilaterais de cooperação na área de energia. O Brasil quer importar gás natural liquefeito (GNL) de Trinidad e Tobago e os dois países estudam também fechar parcerias na área de exploração de petróleo em águas profundas e refino. Participaram também da reunião de Lula com Manning o chanceler Celso Amorim e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Aproveitando a visita de Manning, Lula enviou nesta quinta-feira ao Congresso um acordo assinado em julho de 2008 com Trinidad e Tobago com o objetivo de evitar a dupla tributação, prevenir a evasão fiscal e incentivar o comércio e os investimentos entre os dois países. Cabe ao Congresso analisar o acordo antes de ele ser ratificado.

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