Cuba eliminará gradualmente política de racionamento de alimentos

A medida se inclui na proposta de política social do Projeto de Alinhamento da Política Econômica e Social do Partido

EFE |

O Governo cubano se propõe a realizar a "eliminação ordenada" da política de racionamento de alimentos vigente no país, tal como indica o documento marco para o 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba, publicado nesta terça-feira.

A medida se inclui na proposta de política social do Projeto de Alinhamento da Política Econômica e Social do Partido, apresentado nesta terça-feira, que será submetido à aprovação do 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba em abril de 2011.

O documento prevê "implementar a eliminação ordenada da cartilha de abastecimento, como forma de distribuição ordenada, igualitária e a preços subsidiados".

O texto acrescenta que a cartilha "favorece tanto o cidadão necessitado como o não-necessitado, induz as pessoas a práticas de troca e revenda, e propicia um mercado subterrâneo".

Vigente desde 1962, a cartilha entrega a preços simbólicos alimentos como grãos, açúcar, frango, peixe, ovos, arroz, café, azeite, massa e pão, entre outros produtos - quando há disponibilidade -, aos 11,2 milhões de habitantes do país.

Nos últimos meses, o Governo decidiu acabar com o fornecimento de batatas e tabaco por esse sistema, o que provocou polêmica no país sobre a pertinência de manter ou eliminar a cartilha.

O governante cubano, Raúl Castro, anunciou nesta segunda-feira que o 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba - o primeiro que se realiza desde 1997 - ocorrerá em abril de 2011 e será centrado exclusivamente no tema econômico.

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