Pequim, 1º set (EFE).- O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, além de defender o regime cubano como um socialismo autóctone e viável, criticou hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com quem não houve uma mudança na política americana para Cuba.

Num discurso na Academia Chinesa de Ciências, em Pequim, o chanceler cubano destacou as boas relações entre os Governos de China e Cuba, que contrastam com "fracassada política de bloqueio, agressão, subversão interna e isolamento internacional dos EUA" em relação à ilha.

Rodríguez Parrilla, que está no primeiro dia de sua visita oficial de 72 horas à China, disse ainda que hoje é inviável uma agressão militar dos EUA contra Cuba.

O regime castrista "tem vontade de dialogar com os EUA sobre qualquer tema, mas sem sombra à soberania cubana nem ingerência nos assuntos internos", acrescentou.

Sobre as relações com a China, o chanceler cubano destacou as constantes visitas oficiais e afirmou que ambos os Governos "compartilham posições comuns sobre os principais temas da agenda internacional", tais como a luta contra a crise financeira e a mudança climática.

Ele também classificou como "decisiva" a contribuição do Governo chinês para o desenvolvimento econômico de Cuba e lembrou o histórico apoio que as autoridades cubanas deram a Pequim para que a China recuperasse seu assento na ONU, nos anos 1970.

EFEabc/sc

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