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Cuba diz que Obama é menos agressivo , mas medidas são insuficientes

Havana, 16 set (EFE).- O Governo cubano afirmou hoje que o presidente americano, Barack Obama, é menos agressivo que seus antecessores em relação a Cuba, mas qualificou suas medidas de abertura de extremamente limitadas e totalmente insuficientes.

EFE |

O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, apresentou, em entrevista coletiva, o relatório anual sobre os efeitos do bloqueio econômico e comercial americano sobre Cuba, que, segundo o Executivo, causou ao país perdas no valor de US$ 236,211 bilhões desde sua aplicação, em 1962, ao câmbio atual da moeda americana.

Segundo o chanceler, Obama tem amplas faculdades executivas para "modificar a aplicação do bloqueio", mas não quis julgar as razões que o levaram na segunda-feira passada a prorrogar por um ano o embargo contra a ilha caribenha.

A respeito das medidas de distensão adotadas por Washington para facilitar as viagens dos imigrantes cubanos nos EUA a seu país, assim como o envio de remessas, as qualificou de "extremamente limitadas e totalmente insuficientes".

"Têm a ver mais com a relação entre o Governo americano e a emigração cubana, ou a retificação das políticas brutais de (George W.) Bush, que mutilaram a família cubana".

Rodríguez utilizou várias vezes a palavra "brutal" ao se referir a Bush, mas seu vocabulário foi muito mais comedido ao falar de Obama, a quem qualificou de "homem bem intencionado, inteligente, um político moderno".

"Onde está a mudança no bloqueio a Cuba? Não há mudança", lamentou o ministro, que disse que a opinião pública americana é contra o embargo - em 76%, segundo uma pesquisa citada por ele - e que inclusive no Congresso desse país se configura uma maioria contra essas medidas.

O relatório anual mostra alguns dos efeitos do embargo: Cuba teve perdas de US$ 25 milhões no setor da saúde entre maio de 2008 e abril de 2009, de US$ 121,8 milhões na agroalimentação entre abril de 2008 e março de 2009, de US$ 3,8 milhões em educação superior e de US$ 357 milhões em transportes entre março de 2008 e abril de 2009, entre outros.

Sobre as condições que a Administração americana colocou a Cuba para levantar o bloqueio, que se resume em medidas de abertura e democracia, o ministro cubano as rejeitou, porque, "por ser um embargo aplicado unilateralmente, deve ser levantado unilateralmente". EFE fjo/an

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