Cuba diz que medidas de abertura de Obama são insuficientes

Nações Unidas, 15 set (EFE).- O Governo de Cuba considera insuficiente e de alcance muito limitado a suspensão das restrições às viagens e as remessas dos americanos a seus familiares à ilha adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou hoje a Missão de Havana na ONU.

EFE |

A delegação cubana assegurou que "a ofensiva midiática e diplomática desdobrada pelo Governo dos EUA poderia induzir alguns, erroneamente, à crença de que o bloqueio começou a ser desmontado".

As medidas adotadas por Washington "reparam em parte uma grave injustiça, mas são insuficientes e de alcance muito limitado, porque retornam à situação existente no plano das relações familiares em 2004, quando o bloqueio contra Cuba já estava em pleno vigor", disse em comunicado a representação diplomática.

O fim dessas restrições americanas entrou em vigor no dia 3 de setembro, quando o Departamento do Tesouro americano emitiu novas normas que estipulam que os americanos com "familiares próximos" na ilha poderão visitar Cuba quando quiserem e permanecer no país pelo tempo desejado.

Além disso, poderão gastar até US$ 179 por dia e levar outros US$ 3 mil para entregar a seus parentes.

Cerca de 1,5 milhão de americanos têm família em Cuba.

Os residentes nos Estados Unidos também poderão enviar remessas a Cuba sem limites de quantidade ou frequência, desde que não seja a membros do Governo ou do Partido Comunista.

Em seu comunicado, a Missão de Cuba na ONU lembra que estas medidas não incluem a eliminação da proibição dos americanos sem parentes em Cuba de viajar à ilha.

Também assinala que a possibilidade criada por Washington de que empresas americanas de telecomunicação consigam maneiras de ampliar suas operações relacionadas com a ilha não é uma novidade, já que, diz, se ajustam ao marco legal que em 1992 autorizou este tipo de serviço.

A delegação cubana menciona no texto como um exemplo da vigência do embargo as recentes acusações do ex-presidente cubano Fidel Castro à empresa holandesa Philips de supostamente ceder às pressões dos EUA e descumprir seus compromissos de entrega de equipamentos médicos a Cuba e Venezuela.

Apesar do novo clima que Washington quer dar às relações com Havana, materializado em recentes contatos bilaterais, fontes diplomáticas cubanas indicaram à Agência Efe que continuam os preparativos para conseguir na Assembleia Geral da ONU, em outubro, o que seria a 18ª condenação do organismo mundial ao embargo americano. EFE jju/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG