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Cuba diz que intenção de melhorar direitos humanos é séria

Havana, 10 dez (EFE).- O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, afirmou hoje que o processo de ratificação dos pactos de direitos humanos segue em processo e assegurou que não deve haver dúvidas de que as intenções da ilha sobre o assunto são sérias.

EFE |

"Normalmente os países tomam seu tempo de processo constitucional interno, mas não deve haver dúvidas de que nossas decisões são sérias, são de princípios e coerentes. Jamais fazemos algo por ocasião de propaganda pública", disse o chanceler à imprensa.

O chanceler cubano disse que a ratificação do pacto sobre os direitos econômicos, sociais e culturais, e o de direitos civis e políticos da ONU, assinados em fevereiro passado, "não será agora" na próxima sessão do Parlamento cubano (próximo dia 27), embora "estejam em processo".

Pérez Roque, que inaugurou hoje em Havana a oficina internacional "A Declaração Universal dos Direitos Humanos: 60 anos depois", manifestou que Cuba está se preparando "com muita seriedade" para a revisão periódica do Conselho dos Direitos Humanos que acontecerá em fevereiro próximo.

"Esperamos fazer lá um exercício de apresentação dos resultados, ouvir as opiniões de outros países. No conselho, neste momento, há um ambiente construtivo, de respeito", apontou o ministro.

No entanto, disse que existe o "perigo latente" de um ressurgimento de "confronto e a seletividade" no Conselho de Direitos Humanos da ONU e advertiu que, se for assim, geraria "batalha" novamente.

Nesse sentido, lembrou que Cuba assinou esses convênios a partir de que se criaram "condições apropriadas", porque foram derrotadas em Genebra "as manobras que a cada ano o Governo dos Estados Unidos orquestravam e desapareceu a desprestigiada Comissão de Direitos Humanos". EFE rmo/rr

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