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Cuba diz que EUA não têm autoridade moral para falar de terrorismo

Havana, 30 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rejeitou hoje a inclusão da ilha na lista elaborada pelos Estados Unidos com países que apoiam o terrorismo e ressaltou que esta nação não tem autoridade moral para avaliar condutas porque é uma criminosa internacional.

EFE |

"Francamente, acho que ninguém lê esses documentos, entre outras coisas, porque sabe que seu autor é um criminoso internacional em muitos dos temas que critica", declarou Rodríguez a jornalistas.

No primeiro relatório sobre o assunto realizado pelo Departamento de Estado dos EUA sob o comando de Hillary Clinton, que foi divulgado hoje, o Governo americano mantém Cuba em sua lista de países que apoiam o terrorismo.

"Nós não reconhecemos nenhuma autoridade política ou moral ao Governo dos EUA para fazer lista alguma sobre qualer tema, nem para certificar boas ou más condutas", acrescentou Rodríguez.

O chanceler garantiu que, em matéria de terrorismo, os EUA tiveram "historicamente um longo expediente de ações de terrorismo de Estado, não só contra Cuba".

O ministro acusou Washington de proteger o ex-agente da CIA (agência americana de inteligência) Luis Posada Carriles, acusado por Cuba e Venezuela pela explosão de um avião em 1976 com 73 pessoas a bordo, e de amparar os "crimes de Estado cometidos por Israel contra o povo palestino e os povos árabes".

"O território cubano jamais foi utilizado para financiar ou executar atos terroristas contra os EUA. O Departamento de Estado que emite esses relatórios não pode dizer o mesmo", disse Rodríguez.

"A posição de Cuba contra toda manifestação e forma do terrorismo onde quer que tenha sido cometido, contra qualquer Estado, em qualquer forma, é clara e consistente com sua atuação", acrescentou o ministro. EFE arj/bba

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